Brasil Game Show – Ankama


Ankama é uma empresa independente de criação digital focada em na indústria de entretenimento, criada em 2001 por Anthony Roux, Camille Chafer e Emmanuel Darras. O seu processo de desenvolvimento baseia-se numa estratégia transmídia, criando universos narrativos detalhados (como por exemplo, o Krosmoz), que se enriquecem com sua aplicação nos mais diversos meios de comunicação.

O Gamelab teve a oportunidade de conversar com uma parte da equipe desenvolvedora dos jogos Dofus e Wakfu e perguntamos quais eram seu objetivos e o que esperam do comportamento de seus jogadores. Segue aqui a resposta da equipe:

“Um dos grandes pontos do Dofus é influenciar os jogadores a formarem Guilds e grupos para jogarem juntos de qualquer parte do mundo, sendo nos servidores portugueses, brasileiros, espanhóis ou inter

nacionais. Com esta feira (Brasil Game Show), propomos que os jogadores se encontrem e comecem uma amizade na vida real, jogando  e dividindo experiências para se tornarem amigos!

Nossa intenção é fazer Dofus muito mais que um jogo, algo que possam usar como uma rede social, conversando  com seus amigos,  e não apenas matando monstros e adquiririndo experiência.

Existem muitos jogadores que buscam socialização no game, e é com essa proposta que estamos começando no Brasil. Esta estratégia já foi feita em outros países da América Latina e se mostrou muito eficiente, provando para os jogadores que Dofus é muito mais que um jogo. Tivemos diversas atividades coletivas na feira (Brasil Game Show) com o objetivo de trazer esta experiência para os  jogadores interagirem  entre si.

As mulheres representam 20% de nossa base de jogadores, e o que as pessoas não sabem é que o publico feminino é muito mais ativo em nossas comunidades – elas buscam mais o fator social do jogo. Geralmente o perfil dos jogadores masculinos são “assassinos” ou exploradores, com foco em matar monstros, ganhar experiência e ouro, sem se importar com todo o lado social que é oferecido. Alguns jogam sozinhos sem nenhum envolvimento com outro jogador. Mas, felizmente, são poucos os que fazem isso.

O outro jogo desenvolvido é o Wakfu, passado em um período pós apocalíptico, onde o mundo é controlado pelo caos  e seus habitantes (os jogadores) estão em busca dos 6 artefatos que trouxeram a destruição.

Aqui demos mais liberdade para os jogadores, de modo que permitisse a interação do jogador com o meio ambiente digital. Por tal razão implementamos uma mecânica de Ecossistema: O cenário do jogo se passa em um mundo em ruinas, e cabe aos jogadores reconstruí-lo. Porém, os recursos são limitados. Para se obter madeira (recurso necessário para construção de equipamentos) deve-se derrubar árvores, porém não existe uma programação para elas voltarem após um tempo (trees respawning).
É necessário que os jogadores plantem sementes para que, no futuro, elas cresçam e possam ser usadas como recurso novamente.

O ambiente esta completamente nas mãos dos jogadores, podendo eles fazer o que bem entenderem com o mundo. Se quiserem destruí-lo, podem tentar, porém outro grupo de jogadores que se importam com o mundo certamente tentarão salvá-lo. Como consequência dessa dicotomia, esperamos um conflito entre quem deseja destruir o ambiente e quem quer salvá-lo.”

 

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