Profissão – UX designer (e gamer)

Uma das metas do GameLab é conhecer e produzir inteligência sobre o mercado consumidor e o setor produtor de games no Brasil, nas frentes de interesse da comunicação e do marketing.
Para cumprir esse objetivo, buscamos informação no mercado. Parte disto envolve coletar reportagens e fazer entrevistas com os profissionais que atuam no setor.

Na série “profissão”, buscamos informação com quem trabalha ou já trabalhou com games, para compreender as dinâmicas e desafios de quem atua nessa área. E, pra começar, conversamos com Thiago Cassola Pronunciato – um ex-aluno da ESPM e, hoje, UX designer (User eXperience) na F.Biz, agência que tem certa freqüência em atuar com games em suas campanhas publicitárias.

Perguntamos ao Thiago a relevância dos advergames dentro das campanhas publicitárias em geral.

“Bom, o mercado publicitário ultimamente tem encarado os advergames como jogos de Facebook, principalmente. Raramente são cogitados outros formatos, como product placement (colocar uma marca brasileira dentro de um game já existente) ou treinamento empresarial.

Mas isso não quer dizer que exista uma vasta produção de advergames de Facebook. Pelo contrário, são poucos, com uma qualidade nem sempre adequada. Algumas vezes surgem bons jogos, onde notamos com mais clareza a mensagem publicitária in-game, ou mesmo uma promoção em formato de jogo, mais simples, e ainda assim relevante para a marca. Mas não é o padrão.

Penso que o problema é o seguinte: Não é simples, nem barato e tampouco rápido desenvolver um bom game, e esses três pontos andam na contramão do que a maioria das agências precisam oferecer aos seus clientes para deixá-los satisfeitos. Por isso, muitas vezes os jogos produzidos acabam como cópias de outros sucessos, como ‘tower defences’ e ‘bejeweleds’. E os mais inovadores (ou que pelo menos procuram se diferenciar da maioria) passam por aprovações de profissionais que nem sempre tem o conhecimento necessário em games para fazer uma boa avaliação – além de, algumas vezes, serem desenvolvidos por produtoras digitais, e não necessariamente por produtoras de games.

Como um user experience designer e como ávido gamer que sou, vejo que esse setor de games publicitários ainda tem muito o que crescer. Para isso, as agências e os clientes precisam entender o formato do game como uma mídia, já que existe um potencial nele para resolver alguns problemas de comunicação muito mais facilmente que um site ou um comercial 30”, mas são encarados como “vamos fazer um joguinho”.

Esta primeira conversa foi mediada pela aluna da graduação em comunicação social Priscila Mazochi, que está pesquisando em seu trabalho de conclusão monográfico sobre o mercado nacional de games.

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